Exercícios físicos ajudam na limpeza das células do corpo
Se o metabolismo não elimina resíduos de micro-organismos, há risco de doenças
Ao
abordar os benefícios da atividade física, poucos falariam sobre a
"faxina celular". Mas um novo estudo sugere que a habilidade do
exercício físico de acelerar a remoção de "lixo" das células do corpo
pode ser um dos seus mais valiosos efeitos.
Na nova pesquisa,
publicada em janeiro na revista "Nature", cientistas do Instituto Howard
Hughes da Universidade do Sudoeste do Texas, em Dallas, nos Estados
Unidos, estudaram dois grupos de camundongos. Um deles era considerado
normal, com um sistema de limpeza celular funcional, e o outro, com um
mau funcionamento da limpeza celular.
Há tempos os cientistas já
sabem que as células acumulam restos do dia a dia. Dentro do corpo
celular, é formada uma espécie de lixo a partir da quebra de proteínas,
pedaços de membrana celular, vírus e bactérias mortas, além de outros
componentes celulares, que já não mais são utilizados pelo organismo. Na
maior parte do tempo, as próprias células varrem os restos para fora do
corpo. Elas reciclam esse material para gerar energia. A partir do
processo de autofagia, as células criam membranas especializadas, que
envolvem o lixo e o carregam até uma região chamada de lisossomo (uma
organela celular), onde os restos descartáveis são quebrados e
queimados, como fonte de energia.
Sem esse sistema eficiente, as
células podem "engasgar" e morrer por conta do mau funcionamento.
Recentemente, alguns cientistas começaram a suspeitar de que os
processos falhos de autofagia contribuíam para o desenvolvimento de uma
série de doenças, incluindo o diabetes, a distrofia muscular, o câncer, e
o Alzheimer. Além disso, a desaceleração dos processos de
autofagia, com a chegada da meia-idade, também parece ter um papel
importante no envelhecimento.
Pesquisadores acreditam que o
processo evoluiu em resposta ao estresse causado pela fome. Durante o
experimento, a células se reuniam para consumir partes supérfluas delas
mesmas para manter as partes importantes vivas. No laboratório, a taxa
de autofagia aumenta quando as células "passam fome" ou são expostas a
situações de estresse.
O exercício é interpretado como estresse
físico. Entretanto, até recentemente, poucos pesquisadores haviam
questionado se o exercício poderia influenciar a autofagia das células
e, caso isso fosse possível, acarretaria em alguma diferença para a
saúde do corpo.
"A autofagia afeta o metabolismo e tem inúmeros
benefícios para o corpo, bem como o exercício", afirma Beth Levine,
investigadora do instituto. "Parece que os dois fatores (exercício e
limpeza celular) estão fortemente relacionados, mas ainda é difícil
determinar por que caminhos eles andam juntos", aponta a pesquisadora.
Testes.
Para entender o processo, a cientista e seus colegas colocaram os
camundongos para correr. Antes disso, os animais passaram por um
tratamento para que as membranas envolvidas na autofagia pudessem
brilhar no escuro.
Após apenas 30 minutos de exercícios físicos,
os camundongos tiveram um aumento significativo no número de membranas
em destaque no corpo. Segundo os pesquisadores, isso indica uma
aceleração no processo de autofagia.
Em um segundo experimento,
os cientistas criaram um grupo de camundongos que foi impedido de
aumentar a quantidade de limpeza celular.
Quando foram colocados
para correr ao lado do grupo de controle, aqueles que eram resistentes à
autofagia rapidamente ficaram mais cansados. Os músculos desse grupo de
animais pareciam incapazes de utilizar o açúcar do sangue da mesma
forma que os camundongos normais.
Fisiologistas estão preocupados com a prática crescente de exercícios extremos entre amadores
Enquanto as autoridades de saúde pública lamentam o fato de que a
maioria das pessoas tende a praticar pouco exercício - isto é, caso
estejam praticando qualquer exercício - os fisiologistas estão
preocupados com a tendência oposta: um foco crescente na prática de
exercícios extremos entre alguns atletas amadores. Levantamento de peso
sem descanso entre as séries e sem dias de folga. Exercícios de
resistência, sem dias leves ou de folga. Competições que incentivam o
excesso.
Recentemente, para participar de uma corrida, meu amigo Joel Wilbur
teve que assinar um documento reconhecendo que poderia morrer. Ainda
assim, Joel ficou desapontado ao descobrir a corrida não era tão
perigosa. Depois de assinar um consentimento de morte, disse ele,
esperava correr alguns riscos graves.
Uma vez, minha parceira de exercícios, Jen Davis, assinou um termo de
consentimento para participar de uma corrida que anunciava o seguinte:
"Partes da trilha passam por penhascos. Se você não tiver cuidado, é
possível que despenque e venha a falecer. Pouquíssimos corredores fazem o
percurso sem sofrer uma queda. A maioria dos corredores sofre várias".
Ela achou o trajeto tão árduo e perigoso que nunca mais fez algo assim novamente.
Além disso, não são poucos os programas comerciais de condicionamento
físico que prometem levar as pessoas a superar seus limites.
"As pessoas pensam que uma boa prática de exercício consiste em suar em
bicas e vomitar", disse William Kraemer, professor de cinesiologia da
Universidade de Connecticut. Mas se isso acontecer, disse ele,
"significa que você foi rápido demais, e que o seu corpo simplesmente
não conseguiu satisfazer suas exigências".
Não é tão fácil encontrar um equilíbrio justo entre esforço e descanso,
dizem os pesquisadores. Para quem se exercita de menos, os resultados
podem ser decepcionantes.
Pode ser que meu colega Jason Stallman tenha passado exatamente por
isso. Ele queria evitar as consequências habituais das lesões por conta
da prática excessiva de corridas de maratona. Assim, inventou um
programa de exercícios próprio.
Ele se exercitava durante a semana, mas não corria. Corria apenas uma vez por semana, quando fazia uma corrida longa.
Jason se sentia ótimo e as corridas longas estavam indo bem. Mas quando
chegou a hora de encarar uma corrida, contou ele, suas pernas não
tinham mais condições. Ele marcou um tempo mais lento do que fez na
maioria de suas maratonas anteriores. Esforço crescente Os atletas experientes sabem que a única maneira de melhorar é se
esforçar. Levantar pesos que são maiores do que aqueles que você já
levantou antes. Correr ou pedalar a um ritmo acelerado em alguns dias,
mas se concentrar em aumentar a distância percorrida em outros.
Exercitar-se a ponto de não conseguir se recuperar totalmente entre as
sessões.
Você deve se sentir cansado, disse John Raglin, psicólogo de esportes
da Universidade de Indiana. Porém, se você fizer muito esforço e
descansar pouco, seu desempenho piora, não melhora.
"Os atletas sérios sabem disso - se eles respeitam tais princípios ou
não, são outros quinhentos", disse Raglin. "Muitos atletas amadores de
fato não fazem ideia dessas questões."
Quando eles treinam mais forte, mas param de progredir, ou até mesmo
percebem um retrocesso, "ficam inquietos e tentam intensificar os
exercícios", disse Raglin.
Ele vê isso ocorrer recorrentemente: um atleta começa um programa de
exercícios e se torna muito dogmático, sem tirar um dia de folga sequer. Importância da recuperação
"A importância da recuperação é um tema importante na ciência dos
exercícios físicos", disse Raglin. "Mas os atletas amadores sérios ainda
não têm conhecimento disso."
Os músculos precisam se recuperar depois de serem tensionados por
grandes pesos, observou Kraemer. Os pesquisadores sabem há muito tempo
que o caminho para aumentar a força é o que eles chamam de periodização:
intercalar dias de descanso e dias e semanas de prática mais leve com
períodos de aumento de peso.
Nos esportes de resistência, os músculos são submetidos a um tipo
diferente de tensão, disse Bengt Saltin, diretor do Centro de Pesquisa
Muscular de Copenhague, da Universidade de Copenhague. Mas o problema de
fazer um esforço intenso dia após dia é muito semelhante. A prática intensa de exercícios de resistência esgota o glicogênio, que
é a reserva de energia dos músculos. Segundo Saltin, os músculos
armazenam glicogênio suficiente para apenas uma hora e meia a duas horas
de atividade. É preciso um dia para que os praticantes treinados de exercícios de
resistência reponham o glicogênio. Os atletas que costumam praticar
menos exercícios têm uma quantidade menor da enzima que repõe o
glicogênio - a glicogênio sintase. Pode levar até dois dias até que eles
restabeleçam esse combustível muscular.
Além disso, o tecido conjuntivo dos músculos pode ser danificado, e
precisa de tempo para se recuperar. Em uma pesquisa conduzida com os
participantes de uma corrida realizada anualmente na Dinamarca, cujo
trajeto é um pouco mais longo que duas maratonas, Saltin e seus colegas
descobriram que os músculos dos atletas perdiam a elasticidade à medida
que os seus tecidos conjuntivos enfraqueciam.
A corrida ficou cada vez mais difícil, tanto que a energia necessária
para impor um ritmo no final da corrida foi 50% maior do que tinha sido
no início. Atenção aos sinais
Como evitar, então, um programa de exercícios autodestrutivo? Não há
regras rígidas e rápidas, porque os atletas são muito diferentes uns dos
outros. Um programa de exercícios que funciona para uma pessoa pode ser
prejudicial para um outro atleta igualmente talentoso.
Raglin disse que mesmo os especialistas, pesquisadores que, como ele,
estudam a prática excessiva de exercícios, tiveram problemas para
definir os sintomas. As alterações psicológicas são os sinais mais
consistentes de que existe um problema, disse ele. Nos estágios iniciais da prática excessiva de exercícios, os atletas se
sentem constantemente cansados; na fase final, eles podem se sentir
deprimidos.
Os atletas amadores devem estar atentos a sinais de cansaço, afirmou
Raglin. Se tais indícios persistirem por vários dias, os atletas devem
tirar um dia de folga ou simplesmente praticar exercícios de modo mais
leve. É possível que manter um diário ou fazer notas de como se sentem
possa ajudar.
Isso não significa que programas difíceis estão fora de questão,
esclareceu Raglin. Ele deve mesmo saber bem do que fala - está treinando
para uma competição a ser realizada em março, o Arnold 5K Pump and Run,
em que os competidores devem fazer um exercício de supino com o peso de
seu próprio corpo até 30 vezes e depois encarar uma corrida de cinco
quilômetros.
"Não acho que é algo muito extremo", disse Raglin.
O evento, pelo menos, não pede que ele assine um termo de consentimento de morte.
Atividade física faz
adulto fabricar tipo de gordura que protege da obesidade, mostra estudo
6
Do UOL
Em São Paulo
12/01/201213h35 > Atualizada 30/04/201517h17
Ouvir texto
0:00
Imprimir Comunicar erro
Um hormônio pro... - Veja mais em
https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2012/01/12/atividade-fisica-faz-adulto-fabricar-tipo-de-gordura-que-protege-da-obesidade-mostra-estudo.htm?cmpid=copiaecola
ipo de gordura que
protege da obesidade, mostra estudo
6
Do UOL
Em São Paulo
12/01/201213h35 > Atualizada 30/04/201517h17
Ouvir texto
0:00
Imprimir Comunicar erro
Um hormônio produzido em resposta à prática de exercí... - Veja mais em
https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2012/01/12/atividade-fisica-faz-adulto-fabricar-tipo-de-gordura-que-protege-da-obesidade-mostra-estudo.htm?cmpid=copiaecola
Atividade física faz
adulto fabricar tipo de gordura que protege da obesidade, mostra estudo
6
Do UOL
Em São Paulo
12/01/201213h35 > Atualizada 30/04/201517h17
Ouvir texto
0:00
Imprimir Comunicar erro
Um hormônio pro... - Veja mais em
https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2012/01/12/atividade-fisica-faz-adulto-fabricar-tipo-de-gordura-que-protege-da-obesidade-mostra-estudo.htm?cmpid=copiaecola
RIO – O “sistema de limpeza” fundamental para o funcionamento
das células do corpo tem forte influência na formação de placas de
proteína associadas ao desenvolvimento do mal de Alzheimer, mostra
pesquisa publicada na edição desta semana da revista “Cell Reports”. Em
experimento realizado com camundongos, cientistas do Instituto Riken de
Ciências do Cérebro, no Japão, verificaram que desligar este sistema,
conhecido como autofagia, previne a formação de placas de amiloide beta
no órgão. Por outro lado, porém, a proteína passa a se acumular dentro
dos neurônios, levando eventualmente à sua morte.
Embora isso torne o uso terapêutico da descoberta limitado, a
experiência no Japão pela primeira vez revelou como é o metabolismo da
amiloide beta nos neurônios, o que pode ajudar a entender seu papel
morte neuronal e na perda de memória típicos do Alzheimer. A doença
afeta cerca de 36 milhões de pessoas no mundo, com previsão de dobrar
este número nos próximos 20 anos, mas suas causas ainda são muito pouco
compreendidas. Sabe-se, no entanto, que as vítimas costumam apresentar
placas de amiloide beta em seus cérebros, o que indica que eles têm um
papel no processo neurodegenerativo.
- Nosso estudo explica como a amiloide beta é secretada pelos
neurônios via autofagia, o que ainda não era bem compreendido – comentou
Per Nilsson, um dos pesquisadores do instituto japonês. - Assim,
controlar o metabolismo da amiloide beta, incluindo sua secreção, pode
ser uma chave para controlar a doença. Desta forma, a autofagia pode vir
a ser um potencial alvo de remédios para o controle do mal de Alzheimer
Ao destacar os benefícios da atividade física, poucos de nós incluiriam
a "faxina" intracelular. Contudo, um novo estudo sugere que a
capacidade dos exercícios físicos de acelerar a remoção de resíduos e
reciclagem dos componentes aproveitáveis das células do corpo pode ser
um de seus efeitos mais importantes, ainda que o menos visível.
Na nova pesquisa, publicada mês passado na revista Nature,
cientistas do Centro Médico do Sudoeste na Universidade do Texas, em
Dallas, uniram dois grupos de camundongos. Um era normal, possuindo um
sistema de limpeza celular apurado. O outro tinha sido reproduzido com
sistemas de eliminação de resíduos enfraquecidos.
Sabe-se, há muito tempo, que as células acumulam resíduos do desgaste
da vida cotidiana. Dentro da célula há uma espécie de amontoado de
dejetos formado de proteínas quebradas, fragmentos de membranas
celulares, bactérias ou vírus invasores e componentes celulares gastos
ou decompostos.
Na maioria das vezes, as células eliminam esses dejetos. Elas até os
reciclam para obter energia. Através do processo de autofagia, ou
autodigestão, as células criam membranas especializadas que ingerem os
dejetos presentes no citoplasma e os levam para uma região da célula
denominada lisossomo, onde os resíduos são quebrados e queimados para
obtenção de energia.
Sem esse sistema eficaz, as células poderiam ficar sufocadas e não
funcionar bem ou morrer. Nos últimos anos, alguns cientistas começaram a
suspeitar que mecanismos de autofagia falhos contribuíssem para o
desenvolvimento de diversas doenças, incluindo diabetes, distrofia
muscular, mal de Alzheimer e câncer. Acredita-se que a desaceleração da
autofagia na meia-idade também exerça um papel no envelhecimento. Autofagia
A maioria dos pesquisadores acredita que o desenvolvimento do processo
foi uma reação ao estresse da inanição: a célula passaria a reunir e
consumir partes supérfluas de si própria para manter vivas as partes
importantes. Em placas de Petri, a taxa de autofagia aumenta quando as
células estão famintas ou são colocadas sob outra forma de estresse
fisiológico.
O exercício físico certamente consiste em um estresse fisiológico.
Contudo, até recentemente, poucos pesquisadores haviam indagado se o
exercício físico poderia de alguma forma afetar a taxa de autofagia e,
caso afetasse, se isso seria importante para o corpo de modo geral. "A autofagia afeta o metabolismo e possui benefícios abrangentes para o
corpo relacionados à saúde", afirmou Beth Levine, pesquisadora do
Instituto Médico Howard Hughes no Centro Médico do Sudoeste. "Parecia
haver consideráveis elementos em comum." Porém, não estava claro como os
dois interagiram, acrescentou Levine.
Assim, ela e seus colegas colocaram em ação camundongos de laboratório.
Os animais haviam passado por um tratamento para que as membranas
envolvidas na autofagia brilhassem, revelando-se. Após 30 minutos
apenas, os cientistas descobriram que os camundongos tinham uma
quantidade significativamente maior de membranas nas células do corpo
todo, o que indicava uma autofagia acelerada.
Contudo, essa descoberta não explicava o significado do aumento da
limpeza celular para o bem-estar dos camundongos. Por isso, os
pesquisadores desenvolveram uma linhagem de camundongos cujos níveis de
autofagia permaneciam constantes mesmo se eles estivessem famintos ou
vigorosamente exercitados.
Em seguida, os pesquisadores fizeram com que esses camundongos
corressem lado a lado com um grupo de controle de camundongos normais.
Os camundongos resistentes à autofagia ficaram exaustos rapidamente.
Seus músculos pareciam incapazes de retirar açúcar do sangue como faziam
os camundongos normais. Importância de manter-se ativo
A maior surpresa ocorreu quando Levine empanturrou os dois grupos,
durante várias semanas, com ração com alto teor de gordura, até que
desenvolvessem um tipo de diabetes de roedores. A corrida reverteu
posteriormente a condição de saúde dos camundongos normais, mesmo
enquanto continuavam recebendo a dieta rica em gordura.
Contudo, após correrem durante semanas, os camundongos resistentes à
autofagia permaneceram diabéticos. Os níveis de colesterol deles também
estavam mais altos que os dos outros camundongos. O exercício físico não
os tornou mais saudáveis.
Levine e seus colegas concluíram que o aumento da autofagia, induzido
pelos exercícios físicos, parece ser uma etapa decisiva na melhora das
condições de saúde. A descoberta é "muito empolgante", afirmou Zhen Yan, do Centro de
Pesquisas Musculoesqueléticas da Universidade da Virgínia, que também
estuda autofagia e exercícios. Segundo Yan, o estudo "aprimora a nossa
compreensão das razões do impacto salutar dos exercícios sobre a saúde".
Os resultados obtidos por Levine têm implicações amplas. Por exemplo,
os indivíduos que não reagem aos exercícios aeróbicos com o mesmo vigor
que seus companheiros de treino podem ter sistemas de autofagia
instáveis ou inadequados.
"É muito difícil estudar a autofagia nos seres humanos", afirmou
Levine. Entretanto, medicamentos intensificadores de autofagia ou
exercícios especializados algum dia talvez ajudem as pessoas a obterem
total proveito dos exercícios físicos.
Até lá, esse estudo salienta mais uma vez a importância de permanecer
ativo. Tanto o grupo de controle quanto o grupo geneticamente modificado
tinham "níveis antecedentes normais de autofagia" durante as
circunstâncias diárias, observou Levine. Contudo, esse nível de base de
"limpeza" celular não foi suficiente para protegê-los em face de uma
dieta insatisfatória.
"Eu nunca pratiquei exercícios físicos de forma persistente", afirmou
Levine. Recentemente, porém, após ter testemunhado a contribuição dos
exercícios na "limpeza" das células dos camundongos corredores, a
cientista adquiriu uma esteira mecânica.
ESTÍMULO
A faxina promovida pela autofagia ajuda a conter o envelhecimento. Ao
digerir mitocôndrias desgastadas, a célula se livra de estruturas que
podem liberar radicais livres. Destruir componentes envelhecidos permite
que as células funcionem melhor e se mantenham jovens mais tempo. A boa
notícia é que tudo indica que há como dar uma forcinha nesse processo. Pesquisas
feitas com camundongos na Universidade do Texas, nos EUA, provaram que a
autofagia é estimulada com a prática de atividade física. Estudos em
animais mostraram também que uma alimentação com restrição calórica
ajuda no processo.
Mesmo sem testes em humanos, esta é uma
mensagem importante para quem tem uma dieta regrada e não deixa o corpo
ficar parado. “Pessoas saudáveis, que praticam atividades físicas e
controlam o peso e a taxa de colesterol podem equilibrar o processo de
morte celular e ganhar um tempo a mais de juventude”, diz a pesquisadora
da Universidade Federal de São Paulo, Soraya Soubhi Smaili.
Começamos a envelhecer cedo. Aos 21 anos nosso corpo passa a eliminar
mais células do que criá-las e a soma dessas unidades fundamentais de
nosso organismo entra no negativo. Por dia, um adulto perde cerca de 1
bilhão de células. Não há ainda formas de interromper esse fenômeno, mas
a busca pela sua reversão, dizem os cientistas, passa pela tentativa de
desvendar o mecanismo de um processo natural em que as próprias células
se encarregam de eliminar componentes problemáticos por meio de uma
espécie de faxina: a chamada autofagia.
Neste processo de
limpeza, ocorre a destruição de proteínas e elementos defeituosos e
estressores da célula (ver quadro). Caso a autofagia não dê conta de
eliminar o que afeta a função celular, a célula morre.
Publicidade
Error loading player:
Network error
“A
autofagia é um processo que ocorre dentro da célula. É uma autolimpeza,
que ajuda a retardar a morte celular, o que pode diminuir a perda de
células e equilibrar o nosso ‘saldo’ por um tempo maior”, explica a
professora do Departamento de Farmacologia da Escola Paulista de
Medicina (EPM) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro
da Sociedade Internacional de Morte Celular Soraya Soubhi Smaili.
Conhecida
desde a década de 60, a autofagia era encarada antes como um tipo de
morte celular. Estudos sobre ela só passaram a ser desenvolvidos no
início dos anos 90, quando os genes que controlam esse processo de
digestão celular foram descritos. Só então, o verdadeiro papel do
fenômeno começou a ser desvendado.
“Ainda não conhecemos
completamente como a autofagia ocorre, mas percebemos que ela não tem
papel de morte, mas de proteção e sobrevida de nossas células”, diz a
professora da Unifesp. Contra a degeneração
Manter as
células vivas por mais tempo pode ser essencial para conter o avanço da
degeneração causada por doenças como o mal de Parkinson e de Alzheimer,
caracterizadas pelo acúmulo de proteínas malformadas nas células.
“Algumas
pesquisas mostram que, quando a autofagia é estimulada com fármacos,
aumenta a sobrevida dos neurônios, evita que eles entrem em processo de
degeneração e permite que um maior número de células continue em
funcionamento”, afirma Soraya.
O estímulo a esta autolimpeza
ajudaria também a retardar a diabete – atenuando a resistência à
insulina – e as doenças cardíacas, ao tornar mais lenta a perda de
função e atividade dos órgãos. “Em quadros de isquemia ou enfarte, a
autofagia é importante para a manutenção das células do músculo
cardíaco. É uma forma de manutenção da vida”, diz o pesquisador da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul Eduardo Cremonese Fillipi
Chiela. Células cancerígenas também se beneficiam Da
mesma forma que a autofagia ajuda células como os neurônios a
sobreviver, ela pode auxiliar células doentes a se multiplicar. No caso
do câncer, caracterizado como uma proliferação exagerada de células
danosas, o processo de limpeza precisa ser controlado, pois este
mecanismo de defesa faz com que o tumor resista aos tratamentos. “Inibir
a autofagia em células cancerígenas permitiria aumentar a sensibilidade
para matá-las, mas ainda não existem remédios ou tratamentos
específicos para agir nesse processo”, explica a pesquisadora da
Universidade Federal de São Paulo, Soraya Soubhi Smaili. Pesquisa
Desde
2007, biomédicos do Instituto de Biociências da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) tentam esclarecer como um composto
conhecido resveratrol – bastante concentrado no vinho tinto – age de
forma diferente em células sadias e em células cancerígenas responsáveis
pelos tumores mais comuns e agressivos do sistema nervoso central, os
gliomas.
O resveratrol protege as células saudáveis e mata uma
parte das células tumorais. Por outro lado, o composto induz a autofagia
no restante das células cancerígenas sobreviventes, o que as protege da
morte.
“Cerca de 40% das células tumorais morrem logo no
primeiro contato com o resveratrol. Queremos descobrir a influência da
autofagia sobre os mecanismos de morte celular e tentar esclarecer e
controlar a ação do resveratrol neste processo. Isto pode ser inovador
no tratamento contra este câncer”, explica o biomédico e pesquisador da
UFRGS na área de biologia celular e molecular de tumores cerebrais,
Eduardo Cremonese Fillipi Chiela. O pesquisador analisou por quatro anos
a ação do resveratrol em culturas de células de gliomas. O próximo
passo é testar esse modelo em animais.
Não adianta negar, todo mundo vai envelhecer. O processo, que começa
perto dos 30 anos com a queda da capacidade pulmonar e cardíaca máxima e
com a diminuição na produção de colágeno, é inevitável. Saiba mais
sobre os mitos e verdades que acontecem com o corpo quando você alcança a
casa dos 60.
Para envelhecer com qualidade, é essencial manter a prática de exercícios físicos e uma boa alimentação
Quando ficamos velhos, ficamos mais esquecidos
Mito. “Quando falamos de envelhecimento, temos alterações em todos os
sistemas orgânicos. Do ponto de vista neurológico, existem modificações
sim, porém, nem sempre elas comprometem a função cerebral do indivíduo”,
explica Roberto Dischinger Miranda, geriatra e cardiologista do
Instituto Longevità, de São Paulo. Algumas mudanças no estilo de vida
fazem com que o idoso fique menos atento ou participativo. As pessoas
mais jovens estão mais ligadas aos fatos que acontecem ao seu redor. À
medida que a pessoa fica mais tranquila, tende a diminuir o poder de
assimilação dos fatos. “A nossa memória está relacionada à atenção. Pelo
próprio estilo de vida que levamos, implica em menor registro, menor
foco de memória. Nem sempre lapsos de memória sinalizam doença”, explica
o médico. Para evitar que eles apareçam, invista em atividades
prazerosas para evitar que o cérebro fique acomodado. Aprender uma nova
língua, um instrumento musical ou até mesmo usar o computador pode ser
uma ótima maneira de estimular o funcionamento cerebral.
Quando ficamos mais velhos precisamos nos exercitar menos
Verdade. As alterações no organismo próprias do envelhecimento começam
aos 30 anos e com elas vem a diminuição das capacidades pulmonar e
cardíaca máximas. A repercussão dessas mudanças na vida cotidiana é
pequena, porém, a queda de desempenho pode ser facilmente sentida
durante os exercícios físicos. “Os exercícios devem ter uma intensidade
diferente daquele praticado quando a pessoa era jovem. Mas, em qualquer
idade, a atividade física é importante. E a performance ao se exercitar
dependerá de cada um, é uma capacidade individual”, comenta o geriatra.
As dores são inevitáveis, principalmente as causadas pela artrite
Mito. Osteoartrose é uma das doenças mais comuns no envelhecimento e
provoca dor. “Apesar das dores ocasionadas pela degeneração da
cartilagem serem consideras comuns, não podemos considerá-las normais. O
paciente deve ir ao médico para fazer um tratamento, fisioterapia e
controlar o peso”, explica o médico.
O desejo sexual diminui com a idade
Verdade. Segundo Roberto Dischinger Miranda, o desejo sexual tende a
diminuir com a idade, por ser próprio do envelhecimento humano. Nas
mulheres, a menopausa faz com que a lubrificação diminua, o que causa
dores durante a penetração. No homem, é comum a disfunção erétil. Porém,
muitas vezes isso não impede a vida sexual do casal. É importante que
os dois estejam bem com a prática, seja uma vez ao dia ou uma vez ao
mês.
Acima de 60 anos devo procurar um geriatra
Mito. O geriatra é nada menos que um médico generalista com
especialização em doenças mais comuns da terceira idade. Como o processo
de envelhecimento começa quando somos jovens, é possível ir ao geriatra
para acompanhar o avanço da idade, de maneira preventiva. “Não há nada
que impeça a pessoa de envelhecer, o importante é manter a capacidade
funcional, motora, física e mental”, explica o médico.
Pessoas com mais de 60 anos sentem menos sede
Mito. A estrutura fisiológica em si não causa essa alteração. “Muitas
vezes, o que acontece é que o idoso perde bastante água por um quadro de
incontinência urinária ou devido aos remédios diuréticos. Com isso,
eles tendem a diminuir a ingestão de água – conscientemente ou não”, diz
a nutricionista especializada em gerontologia Maristela Strufaldi. O
quadro pode levar à desidratação, tontura, problemas intestinais e
prejudicar a pele. “Por mais que o corpo não exija, deve-se tomar a
mesma quantidade de água que antes”, defende Maristela.
Os idosos sentem menos sono
Mito. Algumas teorias defendem que o que acontece na verdade é uma
mudança na arquitetura do sono. “Muitas vezes, o idoso tem a sensação de
que dorme menos ou de que não dormiu bem. Mas nem sempre isso é real”,
comenta Miranda. Quando a atividade do corpo é menor durante o dia, é
natural que as horas de sono diminuam. Porém, nem sempre é preciso
tratar com medicamentos. Primeiramente, é preciso investigar as causas
dessa mudança e, se possível, tratá-las.
O paladar muda com a chegada da idade
Verdade. Assim como os outros músculos, as papilas gustativas, que
ficam na língua, tendem a atrofiar. Isso influencia na percepção do
paladar. “Para compensar essa perda, os idosos tendem a buscar alimentos
ora muito doces, ora muito salgados”, elucida Maristela.
Os músculos desaparecem com o passar do tempo
Verdade. Segundo a nutricionista, a queda funcional do corpo faz com
que aumente a quantidade de gordura, diminua a quantidade de massa magra
e ocasione a queda no colágeno. O quadro, normal com o envelhecimento,
acontece devido à morte celular e à atrofia muscular. O problema pode
ser levemente corrigido com atividade física e alimentação balanceada.
Existem doenças consideradas normais na 3ª idade (diabetes, hipertensão)
Mito. Tudo que é considerado doença não pode ser chamado de normal.
Pressão alta, diabetes, catarata são comuns, porém, jamais devem ser
consideradas normais, uma vez que comprometem a vida do indivíduo. “O
ideal é envelhecer com saúde e bem-estar”, completa o geriatra.
A rigidez muscular não é uma doença grave, mas muitas tarefas diárias
se tornam difíceis e cansativas, por exemplo, limpar a casa, levantar
objetos, subir e descer as escadas.
As áreas que sofrem mais frequentemente de cãibras e contraturas
musculares são a panturilha nas pernas, o pescoço e o músculo trapézio
(entre o pescoço e os ombros).
As principais causas da rigidez muscular:
Rigidez causada por exercícios
Uma pessoa pode ter rigidez muscular durante um treino: é um sinal de fadiga.
A rigidez é causada por um acúmulo de ácido láctico: se o treino é correto e apropriado para a condição do atleta, não existe nada para se preocupar. Problemas de postura
Outra razão para este sintoma é manter a mesma posição por muito tempo.
Você pode ter essa sensação quando você fica sentado por longos períodos na mesma posição.
O desconforto muscular de manhã é um incômodo comum.
Durante o sono, nós tendemos a permanecer numa posição por muitas horas.
É conveniente manter uma postura correcta enquanto se dorme.
Você pode sentir a rigidez matinal quando você dorme com dois travesseiros ou sem travesseiro.
O pescoço deve ter um suporte maior do que a cabeça.
Recomendamos o uso de um segundo travesseiro longo e estreito na fronha
para manter o pescoço a uma altura maior do que a cabeça. Postura no trabalho ou durante o estudo
É importante manter uma boa postura no computador ou quando você trabalha na mesa do escritório.
Aqueles com problemas de visão devem usar óculos adequados ao trabalho,
caso contrário se move a cabeça para a frente (movimento de protusão
cervical) e provoca muita tensão nos músculos.
Além disso, adiciona rigidez nos músculos do olho que podem causar dores de cabeça. Gravidez
As mulheres grávidas têm uma postura anormal devido ao volume e peso da criança.
O efeito é uma contratura geral da parte inferior das costas e do pescoço. Falta de vitaminas e minerais
Uma pessoa pode ter cãibras musculares devido a um desequilíbrio eletrolítico.
Os eletrólitos são sais de sódio, cloreto, magnésio, potássio e cálcio.
Quando você sua, você perde preciosos eletrólitos do corpo.
Isto leva à desidratação e desequilíbrio eletrolítico.
Ao longo do tempo, o desequilíbrio causa cãibras musculares e rigidez.
A vitamina E também pode causar rigidez muscular.
Torcicolo – as causas:
Postura incorreta da coluna e do pescoço
O torcicolo é um distúrbio causado por uma postura incorreta, muitas vezes, durante as horas de sono.
Enquanto o corpo relaxa durante o sono, os músculos do pescoço são
alongados e a tração destas estruturas pode esmagar os nervos.
Esse comportamento ocorre mesmo quando você dorme sem travesseiros ou quando você usa dois ou mais travesseiros.
A soneca à tarde no sofá sem um espaço adequado pode causar torcicolo.
Outras causas podem ser:
1. Permanecer com o pescoço inclinado por várias horas na frente de um computador,
2. Falar ao telefone por várias horas,
3. Permanecer sentado em uma posição inadequada enquanto assiste televisão ou lê um livro.
Os recém-nascidos podem ter torcicolo congênito, essa doença está
presente ao nascimento e pode ser causado por encurtamento do músculo,
um distúrbio nervoso ou uma deformidade óssea. Lesão ou acidente
O torcicolo pode ser causado por um golpe de chicote
ou seja uma pressão súbita no pescoço durante uma atividade física de
alta intensidade (esportes como natação, tênis, futebol, etc).
As pessoas envolvidas em acidentes de trânsito em que o pescoço se move de repente podem ter torcicolo. Dor muscular
A dor no pescoço
pode ocorrer quando os músculos da coluna cervical são duros ou
dolorosos. Esta condição é chamada de torcicolo e pode ser
particularmente irritante em dois casos:
1. De manhã ao acordar,
2. Depois de manter o pescoço virado para a esquerda ou direita por muito tempo. Dor nas articulações
A artrite é uma inflamação aguda das articulações do corpo.
Esta condição ocorre frequentemente em idosos.
A doença aguda mais frequente é a artrite reumatóide que causa deformidade e inflamação geral das articulações, do pescoço ao joelho.
As pessoas com a artrose (degeneração crônica) têm rigidez articular, movimento limitado do pescoço e muitas outras articulações.
Dor de hérnia do disco ou protusão discal
Outra causa de rigidez da coluna cervical é dada pelo esmagamento de um nervo.
A hérnia de disco e protusão discal podem causar dor generalizada nos braços e nas pernas. Rigidez muscular psicossomática
Existe outra causa de rigidez no pescoço que não tem ligações com problemas físicos.
O estresse emocional e a ansiedade estão entre as causas mais frequentes.
Quando uma pessoa está estressada, os músculos do pescoço e ombros
tendem a endurecer: isso provoca contraturas musculares no pescoço e uma
redução no grau de movimento articular.
Às vezes, a ansiedade causa tensão no nível da nuca (entre a cabeça e pescoço), cefaléia tensional e tonturas.
Também podem ocorrer as fasciculações, ou seja, contrações involuntárias e rápidas que causam um movimento muito curto.
Algumas pessoas rangem os dentes à noite e acordam com dor no pescoço, na mandíbula e dor de cabeça.
O hipertireoidismo (tireóide hiperativa) provoca nervosismo que aumenta a tensão muscular. Doenças infecciosas
O torcicolo pode ser um sinal de uma doença infecciosa como a meningite.
A meningite é descrita como “uma doença causada pela inflamação da membrana externa do cérebro e da medula espinhal”.
Se o torcicolo ocorre devido a esta doença, os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça, vômitos, etc.
A meningite é diagnosticada clinicamente, avaliando os movimentos do paciente.
A flexão-extensão (dizer “sim” com a cabeça) do pescoço é dolorosa
porque alonga a dura-máter (a membrana externa do cérebro e da medula
espinhal) enquanto a rotação não provoca incômodo.
Outras doenças dos nervos que causam rigidez muscular:
1. Doença de Alzheimer;
2. Doença de Parkinson (também causas tremores);
3. Esclerose múltipla (também causa perda de equilíbrio). O que fazer? Remédios naturais e caseiros
Muitas vezes a rigidez do pescoço é a consequência da má postura.
Ao longo do tempo as pessoas habituam-se a manter uma postura errada e endurecer involuntariamente e gradualmente o pescoço.
Usar um travesseiro alto e macio enquanto se dorme é uma das principais razões por que as pessoas sofrem de torcicolo.
O estresse físico ou mental também pode endurecer os músculos dos ombros.
Aqui estão alguns remédios para evitar esta doença.
Se a dor persiste por uma semana ou mais, você deve consultar um médico
porque o torcicolo pode ser um sintoma de alguma doença grave.
Entre os remédios caseiros, a aplicação de calor na área afetada dá alívio temporário. Evitar o estresse
O stress provoca rigidez e dor nos músculos do pescoço e ombro.
O stress pode ser evitado relaxando o corpo, aquecendo os braços e as
pernas antes dos exercícios e “desapegar” de vez em quando da vida
cotidiana.
Podemos usar técnicas de relaxamento para combater o stress.
Ficar deitado de barriga com joelhos dobrados, pés no chão, e um livro sob a cabeça é uma postura inicial.
A partir dessa posição você pode fechar os olhos e realizar exercícios de relaxamento e respiração profunda. Controlar a cama e os travesseiros
Um colchão ou uma cama que não dá o suporte necessário é uma causa frequente de rigidez no pescoço.
Também um travesseiro velho e duro pode causar um pescoço doloroso.
Passamos um terço da vida na cama: é essencial criar um ambiente ideal para o corpo.
Os idosos são mais sensíveis ao frio.
É aconselhável não manter aberta a janela do quarto. Massagem
A massagem terapêutica com óleo essencial é um dos melhores remédios para um alívio rápido.
Os fisioterapeutas conhecem a anatomia e sabem sobre qual músculo devem concentrar os esforços.
Kinesio taping
Ação: relaxamento.
Forma: duas tiras de ‘I’.
Largura: dois, 2, 5cm.
Comprimento: 20-25 cm.
Aplique a fita sem tensão lateralmente na coluna vertebral, fazendo
dobrar para frente a cabeça do paciente. Aplicar sempre em ambos os
lados. Banho quente
Um banho quente pode reduzir a tensão dos músculos do pescoço.
A água quente massageia suavemente os músculos, permitindo ao calor de relaxar os músculos. Medicamentos para aliviar a dor
Em caso de torcicolo, os medicamentos de venda livre tais como o
ibuprofeno (Alivium) e paracetamol (Tylenol, Febralgin) são eficazes no
alívio da dor. Analgésicos para combater a rigidez muscular
Estes medicamentos são uma solução temporária para o problema.
A curto prazo pode dar alívio rápido e aliviar a dor.
Os analgésicos como a aspirina podem reduzir o inchaço e a inflamação.
Recordamos que os anti-inflamatórios ou relaxantes musculares podem
apenas mascarar o problema, mas não tratam a causa subjacente.
Uma causa de rigidez é dada pelo esmagamento de um nervo.
Neste caso, você pode tratar com um relaxante muscular e um forte analgésico prescrito pelo médico.
Exercícios
Os exercícios isotónicos fortalecem os músculos do pescoço. A possibilidade de lesões musculares nesta área é minimizada.
Os xercícios de flexão e rotação do pescoço aumentam a flexibilidade e reduzem as chances de ter o pescoço duro.
Suplementos
Entre os suplementos, o chá de melissa (erva-cidreira) ajuda a relaxar o
corpo e a mente, portanto pode reduzir a tensão muscular do estresse.
As pessoas que tem a deficiência de magnésio podem tomar um suplemento, mas é melhor tomar os minerais com uma boa alimentação. Torcicolo em crianças
A meningite e outras doenças
Quando uma criança se queixa de dor no pescoço, a primeira doença que pensamos é a meningite.
Esta é uma doença que ocorre com a inflamação das meninges e o líquido cefalorraquidiano (LCR).
Esta doença é muito grave porque as meninges protegem o cérebro e a medula espinhal.
Juntamente com a meningite existem algumas doenças graves, apresentando rigidez no pescoço como um dos principais sintomas.
As doenças estão na lista a seguir:
1. Doença meningocócica,
2. Gripe,
3. Pancreatite,
4. Câncer,
5. Artrite reumatóide,
6. Fibromialgia.
Recomendamos de não subestimar o torcicolo como um sintoma e procurar um médico logo que possível.
■ Ferimentos ou lesões da coluna cervical
A causa mais frequente de torcicolo é uma lesão ou trauma da coluna
cervical. A pancada pode mostrar outros sintomas, incluindo dor nos
braços e ombros.
■ Postura incorreta
A postura incorreta (seja sentado ou enquanto se dorme) pode esticar os ligamentos do pescoço e causar rigidez.
O torcicolo pode ocorrer como resultado das seguintes posturas:
Sentada com o queixo sobre as mãos durante um longo período de tempo,
Dormir sobre um travesseiro que não suporta corretamente a cabeça,
Manter a cabeça inclinada durante a leitura ou o trabalho no computador.
Torcicolo por postura incorreta enquanto se dorme Causas
Usar um colchão que não dá suporte adequado a coluna e o pescoço quando se dorme causa rigidez e desconforto ao pescoço.
Até mesmo um travesseiro muito alto ou muito mole pode causar torcicolo.
O frio pode “congelar” o pescoço e os músculos tornando-os duros e dolorosos.
Dormir numa posição ruim durante toda á noite pode colocar muita tensão
no pescoço, ombros e músculos das costas. Isso provoca dor. ãibras musculares e rigidez nas pernas
Uma contração involuntária dos músculos provoca cãibras. Nas pernas se sente dor súbita e intensa dos músculos e endurecimento. Rigidez muscular
Existem dois grupos de músculos nas pernas que podem provocar espasmos:
1. Quadríceps (músculo anterior da coxa)
2. Ísquios-crurais (músculos posteriores da coxa ou flexores)
A massa muscular é dada por um grupo de fibras cujo alongamento e encurtamento (contração) provoca os movimentos da perna.
Quando os músculos estão inativos por um longo tempo, as fibras se tornam inflexíveis e se cansam mais rapidamente.
Se você começa a praticar uma atividade física sem aquecimento, os músculos se podem lesionar e podem ocorrer cãibras. Desidratação
A falta de líquidos no corpo é uma causa de dores musculares.
Quando você pratica esporte no verão, é provável que o corpo perde líquidos muito rápido devido a transpiração pós treino.
Como conseqüência, uma grande quantidade de nutrientes, como magnésio,
cálcio e potássio são perdidos durante a atividade física.
Estes sais são responsáveis pela manutenção de um nível adequado de eletrólito nos músculos e previne as cãibras musculares.
Os músculos se contraem por causa da desidratação. Postura e esforço excessivo
Outra causa de cãibras pode ser dada o uso excessivo dos músculos
durante a realização de alguns exercícios pesados, tais como a leg press
ou manter a posição sentada por muito tempo. Problemas de circulação do sangue
Um problema no sistema circulatório que inibe o fluxo de sangue nas pernas provoca espasmos musculares.
Os indivíduos que sofrem de doença arterial periférica tem cãibras nas pernas durante a noite.
As cãibras podem ser um sintoma de muitas doenças, incluindo:
Efeitos colaterais dos medicamentos
Finalmente as cãibras são provocadas por certos medicamentos como os diuréticos utilizados para o tratamento da hipertensão, pílulas anticoncepcionais e outros princípios ativos.